segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O efeito “borboleta”


“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita”, Mahatma Gandhi.

por Roney Moraes *

Berço cultural de inegável importância para o país, Cachoeiro de Itapemirim (ES), que se tornou a cidade da crônica, viu nascer grandes nomes da cultura nacional, como o cronista Rubem Braga. E para homenagear e manter viva a memória do aclamado “pai” da crônica moderna, o maior evento cultural do sul do Espírito Santo: a Bienal Rubem Braga novamente vem batendo suas asas, e, desde já, causando efeitos favoráveis para sua realização.
Para quem acompanhou de perto todas as edições da Bienal Rubem Braga, esta não será diferente. Enquanto que nas duas primeiras trabalhei diretamente para sua realização, com textos e assessoria de imprensa. Na última, meio que de escanteio, peguei carona na imaginação e permaneci como num casulo, mas ainda assim abastecendo o blog www.bragaebraga.blogspot.com com rasantes de informações atualizadas. Como o tema escolhido para a atual edição, digo que do escuro e do que pouco prometia é que saíram informações e contatos para alguns visitantes que até hoje conversam comigo via e-mail. Ou seja, do feio saiu a beleza.
Apresentando a “borboleta” como temática, a IV Bienal Rubem Braga já causou o seu efeito. Entusiasta que sou não poderia deixar de colaborar. Acompanhada do mascote Zig, esta Bienal será inspirada na crônica “A Borboleta Amarela” escrita em 1955.
Com o objetivo de atingir todos os segmentos da sociedade, em particular as crianças, os adolescentes e os jovens, através das instituições de ensino públicos e privados, o evento reserva aos participantes uma extensa programação cultural, colocando frente-a-frente com o público grandes nomes da arte e cultura. Toda a programação acontecerá na Praça Jerônimo Monteiro, como na edição anterior, de 15 a 20 de maio.
A bienal, em momentos anteriores, já recebeu alguns desses gigantes do universo acadêmico, da literatura, teatro, filosofia e poesia nacional como Affonso Romano de Sant'Anna, Tônia Carrero, Viviane Mosé, Ferreira Gullar, Antônio Nóbrega, Elisa Lucinda, Marco Antônio de Carvalho, Isabel Lustosa, Domício Proença Filho, Antônio Carlos Secchin, Ivan Junqueira, Roberto Da Matta, Beatriz Resende, Adriano Espínola, entre outros.

Do ponto de vista simbólico
O tema simbólico: “borboleta” reflete a transformação, metamorfose, metanóia (num sentido mais profundo de mudança). O que estamos fazendo para divulgar a cultura em nosso município e assim transformar a vida de inúmeros adolescentes que sequer têm interesse pela leitura, dita popular, que para a maioria deles é erudita?
Poderíamos parar e utilizar a bienal para nos questionarmos quanto à mudança em nós mesmos. Neste momento, escrevendo este texto penso nisso. O surgimento de um novo aspecto em mim mesmo que pode melhorar a minha imagem. Então imaginemos juntos! Escritor e leitor.
Encontrar o fator primordial dessa mudança não é assim tão simples, mas já sabemos o resultado. A recompensa é grande e a contribuição para a formação de jovens pensantes apenas com um simples ato de começar a pensar no assunto ou ler uma crônica é inegável. A lagarta sofre. Toda mudança causa sofrimento, mas, a partir daí que o “milagre” acontece. O próprio ser transformado deve quebrar as barreiras que impedem o seu resplendor. Arrebentar o casulo com as asas as torna fortes o suficiente para voar e sobreviver as tempestades que encontrará no percurso de sua vida.
De um prisma humano, diria que se tornar borboleta é buscar a resiliência (termo da física que significa a capacidade de superação, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades). É disso que o povo, os adolescentes e as crianças de hoje precisam. Que esta bienal rompa as barreiras da erudição e faça os mais humildes perceberem que o texto de Rubem Braga foi, é e sempre será popular, apesar de seu sincronismo entre o cotidiano, a literatura e o viés poético.
Ela é sincrônica no sentido de que traduz uma simultaneidade, ou uma síntese não só atemporal, como espacial. A crônica não está mais ligada apenas aos fatos do cotidiano. Por exemplo, Luiz Fernando Veríssimo de repente fala do século IXX e não está mais ligado a um só espaço ou a uma cidade, mas a vários lugares.
Antes, a crônica era considerada um gênero produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa. É claro, com raras excessões antológicas. Hoje, especialistas concordam que ela é plural porque tem várias formas, apesar de perseguir aqueles modelos estabelecidos por Machado de Assis, Rubem Braga, Carlos Drumond Andrade e outros. Por isso, sem querer deixar o Zig com água na boca, escrever crônicas, para muitos, são os ossos do ofício.

* Roney Moraes é jornalista, teólogo, mestre em Filosofia da Religião, psicanalista clínico, doutorando em Psicologia Pastoral e cronista.

Contatos
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2012: o fim está próximo!



"O fim do mundo foi cancelado no Brasil por que o país não tem estrutura para receber um evento desse porte".

Certo dia um rapaz com sua noiva e mais duas pessoas estavam a caminho do litoral. No carro, o som do rock era estonteante e todos estavam ansiosos para ver o mar, já que naquela tarde de sábado “fazia um sol de rachar a cuca”.
Passando pela safra, saindo de Cachoeiro de Itapemirim em direção a Marataízes encontraram vários veículos em direção oposta...
- Esse pessoal não bate bem não! – disse um dos passageiros.
- E logo hoje, com um sol desses, essa fila de carros para voltar pra cidade mais quente do planeta! – retrucou o outro.
- Mais quente é apelido! Aposto que a entrada para o inferno é próxima ao pico do Itabira – comentou uma das mulheres.
Mais a frente um motorista numa caminhonete vinha piscando o farol, buzinando e gritando:
- O fim está próximo! O fim está próximo!
Os farofeiros não deram a mínima e acharam, inclusive, que aquele homem era doido, ou estava profetizando de acordo com o famigerado Calendário Maia. Aliás, esta previsão catastrófica só acontecerá, conforme os extintos muchachos aborígines, em dezembro... Então não era para acontecer esse alarde todo.
Cerca de dez minutos depois, várias pessoas com cartazes encostados na pista com os dizeres “Fim da linha”, “O abismo”, e, indubitavelmente “O fim está próximo”. Depois da cena, uma preocupação tomou conta do, até então, feliz passeio da turma que acabou por concordar que havia algo de estranho acontecendo... Seria realmente o fim do mundo? Apesar dos pessimistas, não! O pior já está acontecendo. E antes do esperado pelos pré-colombianos.
A propaganda eleitoral subliminar da oposição, na maioria dos municípios capixabas, ou de qualquer outro lugar desse Brasilzão afora, é de dar inveja a qualquer marketeiro experiente.
Do jeito que a coisa vai, e de acordo com o atual quadro eleitoreiro, é de se compreender o motivo pelo quail as pessoas acham que a ruminante bovina se desloca, a passos largos, para terreno sáfaro e alagadiço (a vaca vai pro brejo).
Depois do verão, carnaval, futebol, páscoa, semana santa, dia das mães, dia dos pais... A propaganda eleitoral gratuita mais uma vez... É, realmente, o fim! Não pensem que está longe. Quando você menos perceber estará dentro da zona mais uma vez teclando as mesmas figurinhas de sempre na urna eletrônica. Só que em alguns lugares o eleitor terá uma intrépida vantagem: será o momento oportuno para dar aquela dedada (com força, e sem trocadilho, por favor) nos políticos, mesmo que biometricamente falando.

Curtas & Grossas
+ Ai se eu te pego...
+ Quem quer dinheiro? Simples. Vença as eleições de outubro.
+ Delícia...
+ O voto é democrático. Em alguns lugares, o resultado que não é!
+Assim você me mata...
+ Contatos imediatos de 40 graus (para mais ou para menos): e-mail - HYPERLINK "mailto:roneyamoraes@gmail.com /" roneyamoraes@gmail.com / twitter - @roneyamoraes/ blog - danosmoraes.blogspot.com / faceboock - Roneyamoraes
+ Inté!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Neves matador!



Fred para Neves: 'Agora joga direito ou vai voltar para o Flamenguinho...'

A linha do tempo e os bastidores da novela que pôs frente a frente Flamengo e Fluminense, abalando a relação dos rivais no ano do centenário do clássico


NO CENTENÉRIO DO FLA X FLU, NOVA VITORIA

1995 - CENTENÁRIO DO FLAMENGO - campeão Flu.
2002- CENTENÉRIO FLUMINENSE - Campeão Flu.
2012- Centenário dos FLA X FLUS.- Chapéu ni Fla por Thiago.

By Vavá do Óstim direto do globoesporte.com

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sempre cabe mais um...


Era uma vez três vereadores. Eles tinham assaltado os cofres públicos e fugiram se escondendo em três sacos.O promotor foi atrás e ao chutar o primeiro saco, o primeiro disse: miau. Chutou o segundo saco e o segundo edil disse: miau. O promotor foi chutar o terceiro saco e o terceiro disse: é outro gato!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz ano novo!



Curtas & Grossas
+ O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo,
- Mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal.
+ De uma leitora: “o que os homens entendem por preliminares?
- Meia hora implorando para você ir para a cama com ele!
+ O bêbado entra num bar e grita:
- Feliz Ano Novo! Feliz Ano Novo!
- Você está maluco? - intervém o dono do bar.
- Nós já estamos em fevereiro!
E o bêbado:
- Fevereiro?! Caramba... É hoje que eu apanho quando chegar em casa!